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Embora hoje existam mais mulheres do que homens nas universidades brasileiras, na Física a proporção de alunas de graduação é de apenas 20%, assim como o número de docentes mulheres.

É difícil chegar no topo da carreira: os homens publicam mais artigos do que as mulheres, e esse índice é muito valorizado na avaliação do desempenho do profissional. As mulheres têm que ter o dobro da produção para se equipararem aos colegas homens.

As mulheres precisam da Física - para entender o celular, a internet, para saber se emagrecem mais andando de bicicleta ou nadando. A Física precisa das mulheres porque precisa dos mais diversos olhares.

A sociedade precisa das mulheres na Física porque são elas que ensinam as crianças em casa. E o que elas vão passar para os filhos sobre ciência e tecnologia se desconhecerem o assunto? Medo.

Além disso, o Brasil em 2009 precisava de 70 mil professores de Física para dar conta do ensino médio. Precisamos de professoras de Física, que se formam dentro dos cursos de graduação em Física, na modalidade Licenciatura, para formar e estimular novas gerações de meninas  e meninos interessados em Física!

Outro exemplo: a Matemática

A matemática é linguagem de todas as ciências, ela é o código que permite compreender a natureza. Está presente na física, na química, na computação, na biologia, na economia, entre outras. As Olimpíadas Brasileiras de Matemática existem há mais de 30 anos e têm como objetivos melhorar a qualidade do ensino de matemática, motivar, identificar e encaminhar jovens talentos para a área de Ciências, Tecnologia e Inovação e ampliar a compreensão da importância da Matemática para o desenvolvimento do país.

As Olimpíadas são divididas em quatro níveis - de acordo com o grau de escolaridade - e três fases. Todos os inscritos participam da primeira fase. Para a segunda, porém, passam apenas 5% dos inscritos, com uma proporção quase igual entre meninos e meninas.

Mas com o passar dos anos, a proporção muda entre os medalhistas: a cada nível, o número de medalhistas meninos vai ficando maior. A menina, à medida que fica mais velha, vai se desinteressando pela Matemática. No último nível, as meninas são apenas 20% dos medalhistas. O talento não vai embora, o que muda são os interesses.