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A Engenharia vive um bom momento no país. Com 251 mil inscrições, o curso foi o mais procurado no Sistema de Seleção Unificada do MEC (Sisu), pelo qual instituições públicas de ensino superior selecionam novos estudantes através da nota do Enem. Com 103 mil inscrições, o curso de Administração foi o segundo mais visado e Medicina, o terceiro, com 85 mil candidatos.

Além disso, Engenharia também foi o curso que mais ofereceu vagas: 15% do total de 83.125 sendo que, ao se inscrever no Sisu, o candidato podia escolher dois cursos e selecionar um deles como primeira opção. A Engenharia é a área que apresenta o maior número de especialidades - chegam a amis de 90!

Não é de hoje que a Engenharia é uma das áreas mais procuradas no vestibular do país. Desde os tempos do Império, no século XIX,  juntamente com Direito e Medicina - os primeiros cursos universitários criados no Brasil -, a área era símbolo de status. Em 2002, no entanto, a Engenharia passou a ocupar o 2º lugar, anteriormente pertencente a Direito, no ranking dos mais procurados - a Medicina sempre esteve em primeiro.

O crescimento da economia é o principal responsável pela maior procura pelos cursos de Engenharia no país. Entre 2004 e 2009, o número de engenheiros que se formam anualmente dobrou, sendo que a maioria já sai da faculdade empregada ou com promessa de emprego. "Se o Brasil voltar a crescer 5% ao ano, a oferta de trabalho para engenheiros triplicará", declarou Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia.

Com a descoberta do pré-sal, a oferta de oportunidades na Engenharia de Petróleo também será grande. A Petrobras já vem treinando profissionais para essa área através da Universidade Petrobrás que prepara, todos os dias, cerca de mil pessoas nas unidades do Rio de janeiro, São Paulo e Salvador. Outro fator importante é a presença cada vez maior de mulheres na engenharia. Hoje, elas representam 14% dos engenheiros no país enquanto, nos anos 70, eram menos de 4%.