ProfiCiência - informação sobre profissões em ciência Conheça as carreiras científicas

Para tratar da motivação para a Ciência é importante avaliarmos o momento em que vivemos, um tempo no qual a ciência e a tecnologia estão em absolutamente tudo. Toda a melhoria social que vivenciamos vem da ciência: os medicamentos, a comunicação, o transporte. E também os planos para facilitar a compra de casa própria, o respeito a populações com seus valores específicos, a eficácia de novos métodos de alfabetização... por trás de tudo isso, tem um cientista. Ou melhor, vários - com interesses diferentes e metodologias de trabalho diversas, mas tendo algo em comum: a vontade de contribuir para construir um mundo melhor.

Espaço para os cientistas

Nossa sociedade consome ciência e, portanto, é um bom lugar para cientistas. Os desafios são muito grandes porque se estuda muito, mas ainda se sabe pouco. E os avanços tecnológicos trazem novos problemas, levantam novas questões. Até que ponto é ético clonar órgãos, pessoas ou animais? Os alimentos transgênicos devem ser plenamente adotados ou a prudência deve ser mantida para evitar efeitos colaterais ainda desconhecidos? E os produtos que utilizam nanotecnologia, como xampus e cremes, será que também trazem algum tipo de risco ainda não avaliado? Os cientistas têm muito que fazer... Veja na seção Porque Cientista? o que motivou diversos cientistas a escolherem o caminho da ciência.

Ciência para a cidadania

Os jovens têm pouco conhecimento sobre o que é ciência e tecnologia de forma abrangente, mas precisam ganhar consciência sobre esses temas. Essa consciência é cada vez mais necessária, em função da integração entre diferentes áreas e porque nossa sociedade está se desenvolvendo baseada em ciência. Você é contra ou a favor do uso de energia nuclear? Por que? E as pesquisas com células-tronco, você apoia? Por que? Será que nossas atitudes individuais podem contribuir para minimizar os efeitos das mudanças climáticas? Como? Para ser um cidadão hoje, é preciso ter opinião sobre vários temas ligados à Ciência, pois se você não participar das decisões, alguém vai tomá-las por você...

Mulheres na Ciência 

Preconceitos familiares e sociais muitas vezes afastam as meninas da Ciência. Nossa sociedade tem um histórico de modelos de comportamento feminino que não priorizam a inteligência, a criatividade ou a ousadia nas mulheres, e sim a beleza, a sensualidade e o comodismo. Por essas e por outras é que meninas muitas vezes nem levam em consideração a hipótese de seguir uma carreira científica.

No mundo inteiro, no entanto, vêm crescendo muito o sucesso e o destaque das mulheres em atividades científicas. Saiba mais sobre algumas mulheres que se destacaram na história da Ciência e veja os depoimentos de jovens brasileiras que ganharam o Prêmio L'Oréal para Mulheres na Ciência. E não pensem que pelo fato do prêmio ser oferecido por uma fábrica de cosméticos o foco são apenas pesquisas nessa área: pelo contrário, as pesquisas premiadas são das mais diversas áreas, escolhidas pela excelência. Ponto para elas!

Há que ter paixão...

A ciência é algo que atrai e ocupa a cabeça do pesquisador o tempo todo. Para ser um cientista, um pesquisador, a pessoa precisa ter vocação e perseverança: são carreiras que só são escolhidas realmente quando há paixão. E com paixão, vale a pena: são muitas as gratificações. Pelo menos é o que dizem aqueles que abraçam a ciência - veja os depoimentos de cientistas nos vídeos da seção Paixão pela Ciência.

É preciso estudar muito, nunca achar que sabe tudo, perceber que estamos sempre aprendendo.  Dar aulas ajuda muito nesse aspecto, porque se o aluno faz uma pergunta e o professor sente que não está muito firme na resposta ele vai estudar, vai se sentir motivado a saber mais.

E por que se especializar?

Apesar de não existir um padrão entre as empresas, a maioria delas prevê, em seu Plano de Cargos e Salários, um aumento na remuneração de profissionais com mestrado ou doutorado. Na Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, aqueles que têm mestrado recebem 35% a mais que os empregados que possuem apenas curso superior, enquanto que os doutores ganham 70% a mais.

Segundo a direção de Recursos Humanos da empresa Dow AgroSciences, o salário de um novato no mercado fica em torno de 5 mil reais. Porém, com cinco anos de experiência e um título de doutor, esse profissional pode ganhar o dobro.

De acordo com a revista Valor Econômico, o diferencial de salário de mestres e doutores em relação aos que têm apenas graduação, que era de 40% em 1992, passou para 70% em 2008. Ou seja, para cada mil reais que um graduado receber, um pós-graduado ganhará 1.700 reais.

Esta diferença não é característica apenas do setor privado. Dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento de março de 2011 mostram que, entre servidores públicos, a diferenciação salarial em função da qualificação acadêmica também é um fato. No caso de professores do ensino básico, técnico e tecnológico da classe Titular, em regime de dedicação exclusiva, por exemplo, os que têm mestrado ganham, aproximadamente, 66% do salário daqueles que têm doutorado. Já os professores sem títulos ganham menos de 50% do que os que são doutores.

Na área de Educação, a qualificação é muito valorizada.  Por exemplo: técnicos-administrativos de universidades federais têm percentuais de incentivo de 27% para especialização, 52% para mestrado e 75% para doutorado, de acordo com a Lei 11.091.

A Fiocruz estabelece um adicional fixo para profissionais que tenham nível superior, conforme a titulação. Por exemplo: os pesquisadores em Saúde Pública Titulares com especialização recebem um adicional de 1.703 reais; para os mestres, 2.259 reais e para doutores, 4.410 reais. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) um professor-substituto de ensino básico, técnico e tecnológico, em regime de 40 horas, quando tem doutorado, recebe mais que o dobro do que aquele que tem apenas a graduação.

Por que não?

Se você tem vontade de saber mais sobre os fundamentos do conhecimento humano a respeito da natureza, então pesquise mais sobre as ciências básicas, como a Física e a Química.

Se tem mais interesse em saber como voa um avião, como se pode construir uma usina para aproveitar a energia dos ventos, como funcionam o rádio, a televisão e os computadores e gostaria de melhorar esses aparelhos, então talvez uma carreira na área das Engenharias lhe pareça mais interessante.

Se sua preocupação é com a saúde, a melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras de doenças, procure mais informações sobre as carreiras nas Ciências da Saúde e Biomédicas.

Se sua curiosidade maior é saber como funcionam os organismos vivos e como els se relacionam com o meio ambiente, então leia mais sobre as Ciências Biológicas. E se tem entusiasmo por tudo que diz respeito a dinossauros, ou pelos diferentes animais e plantas que já viveram sobre a Terra, ou pela Terra propriamente dita, procure mais informações sobre as Ciências da Terra.

Mas preste bem atenção: essa divisão formal entre as ciências, na verdade, fica cada vez mais difusa, porque é no limite entre essas ciências que estão as grandes perguntas atuais. Essa visão compartimentada sobre as áreas vem sendo revista e novas áreas interdisciplinares vêm surgindo. Elas são muito importantes e delas certamente virão os maiores progressos científicos e tecnológicos deste século.

Como as colaborações entre as áreas possibilitam novas aprendizagens, a tendência dos laboratórios é se tornarem cada vez mais multidisciplinares, integrando físicos, matemáticos, biólogos, engenheiros e outros especialistas. Nesse ambiente todos vão focar um mesmo problema e cada um, com sua formação específica, pode dar o seu olhar, a sua contribuição para uma possível solução.

E por que não você? Quem sabe se você não será um membro de uma equipe multidisciplinar de pesquisa? Conheça mais sobre as carreiras científicas e descubra novos interesses!